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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Sem bombom nem guaraná

No campo missionário, a saudade da pátria mãe às vezes se revela pela perda de coisas simples a que estamos acostumados em nosso dia-a-dia na nossa terra. As crianças parece que são as que mais sentem essa mudança radical. Acostumadas a certos hábitos, elas esperam ansiosas pela oportunidade de virem ao Brasil para poder desfrutar de coisas simples, como por exemplo, beber refrigerante de guaraná e comer chocolate.

Que o diga a família do Pr. Gerson e Sônia Tomaz e seus três filhos. Missionários na Romênia, eles guardam no armário da cozinha uma lata de guaraná e uma caixa (vazias) de bombons do Brasil. Chocolate até existe na Europa, mas guaraná é exclusivo do nosso país. Quando vêm de férias eles saciam o desejo de tomar da bebida e levam algumas latinhas desse que é o mais famoso (e para alguns, o mais gostoso) refrigerante brasileiro.

O exemplo da família Tomaz mostra que os missionários, além de sentirem privados da companhia dos familiares, do convívio com a igreja que os enviou e do contato com o seu povo, também sentem carência de coisas simples que nem imaginamos que poderiam ter importância para eles.

A lata de refrigerante e a caixa de bombons estão ali para lembrar à família que os laços com o seu país não foram desfeitos. Mas também revelam a falta de pequenas delícias que ficaram para traz e que às vezes mexem com as emoções dos obreiros.

Quando orar pelo seu missionário lembre-se de pedir a Deus que supra as suas mínimas necessidades, mesmo aquelas que nem imaginamos que eles possam ter. Quem sabe seja uma simples vontade de tomar um guaraná, ou de comer um doce ou uma fruta tipicamente brasileiros.

Os missionários sentem a ausência dessas coisas também.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Servicinho Mixuruca?


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"Eu preciso valorizar os pequenos atos e ações que podem mudar vidas.
Geralmente eu fico esperando grandes retornos e feedbacks.
Mas preciso lembrar que se uma vida for alcançada, já é bastante."
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J E S U S D I S S E
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Segunda-feira, 30 de Agosto, 2010

VERSÍCULO:
“E se alguém der mesmo que seja apenas um copo de água fria a um
destes pequeninos, porque ele é meu discípulo, eu lhes asseguro que
não perderá a sua recompensa”.
-- Mateus 10:42

PENSAMENTO:
Os "pequeninos" não são somente crianças, mas qualquer discípulo
cujo valor é ignorado pelos padrões do mundo. Dar um copo de água
não é nada demais. Dar um copo de água a esses pode parecer um ato
dispensável. Nos valores do Reino, o serviço que parece
insignificante pode assumir proporções eternas. O que são cinco
pães e dois peixes, ou um frasco de perfume? Quanta diferença
fariam pescadores iletrados? E a importância de alguns rolos de
pergaminho escritos na prisão por um homem condenado? No Reino dos
Céus, não é o tamanho do ato que importa, e sim seu motivo. É Jesus
que o abençoa e transforma. É Jesus que torna o menor ato humano
numa obra de Deus. Nem todos podem ser missionários, pastores ou
professoras. Mas todos podem ajudar, apoiar e servir. E todos os
atos, por menores que sejam, são importantes para o avanço do Reino
na batalha espiritual. Linda Clare sentiu-se tentada a reclamar de
seu trabalho cuidando de crianças numa creche. Embora ela não sabia
o que Deus queria que ela fizesse, ela tinha certeza que era algo
mais importante do que ser "apenas" babá. Um dia, um pai que veio
apanhar sua filha parou e comentou "Você ensinou nossa filha Cássia
a orar. Agora ela ora antes das nossas refeições em casa. Eu e
minha esposa estamos pensando em começar a freqüentar a igreja." De
repente, Linda começou a enxergar a obra de Deus como nunca antes.
Será que tem alguma oportunidade que você ainda não percebeu de
encorajar, de ajudar, de dar um copo de água para "um dos
pequeninos" do Senhor? Ou, será que você não compreendeu quão
importante é aquele serviço modesto que o Senhor lhe delegou? Aos
olhos de Jesus e abençoado pelo poder dele, sua ajuda pode se
tornar muito maior do que você imagina.

ORAÇÃO:
Pai nosso, eu agradeço ao Senhor por toda a ajuda daqueles que
me encorajaram e apoiaram no meu caminhar com Cristo. Perdoe-me por
não tê-los ajudado a verem quão importante era seu serviço.
Ajude-me a ser fiel na minha missão. E que eu possa ajudar, ainda
que seja apenas com um copo de água, os outros que levam adiante o
chamado para nossa grande co-missão neste glorioso Reino. Em nome
de Jesus eu oro. Amém.

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quarta-feira, 10 de março de 2010

Pesquisa diz que 100 milhões de cristãos sofrem perseguição.

Quando se pensa em perseguição religiosa, a primeira coisa que vem à cabeça é o conflito entre palestinos islâmicos e israelenses judeus, ou até entre islâmicos de um mesmo país que seguem correntes diferentes da religião, como é o caso dos sunitas e xiitas no Iraque. Mas uma pesquisa feita em 50 países entre novembro de 2008 e novembro de 2009 e divulgada no início deste ano aponta que há cerca de cem milhões de cristãos que sofrem perseguição por causa de sua opção religiosa no país em que vivem. No próprio Iraque,na semana passada, cristãos foram mortos por intolerância.

A pesquisa foi feita pela Portas Abertas Internacional, entidade voltada para amparar cristãos perseguidos pelo mundo.
Para realizar a pesquisa, a Portas Abertas enviou um questionário de perguntas padronizadas para membros da igreja que sofrem perseguição nos 50 países.

“Estabelecer o contato com essas pessoas é o mais difícil. Geralmente, alguém que faz parte do Portas Abertas viaja ao país e conhece algum cristão local. Depois, começa uma relação importante de troca de informação e de ajuda para que os cristãos consigam viverem melhor condição no país", explica Carlos Alfredo de Souza,secretário geral da Missão Portas Abertas no Brasil

As respostas de cada país são avaliadas sob seis aspectos, entre eles a situação legal dos cristãos, o papel da igreja na sociedade e a atitude do regime político em relação à comunidade cristã. Pelo oitavo ano consecutivo, a Coréia do Norte foi eleita o país mais repressivo aos cristãos. Segundo o Portas Abertas, há cerca de 400 mil cristãos no país e cerca de 10% estão em campos de trabalho forçado. “Qualquer adoração que não é ao ditador é mal vista e a pessoa irá sofrer sanções”, diz Carlos.

O segundo lugar ficou como Irã, onde o islamismo é a religião oficial e as leis são estabelecidas de acordo com a shária (lei islâmica). Em 2009, foram presos por motivos religiosos no país 85 cristãos, de acordo com o Portas Abertas.
A Arábia Saudita, onde a shária também é a única lei aceita, ficou com a terceira posição.
Apenas um cristão foi preso por motivos religiosos, mas, no país, a conversão de muçulmanos a outra religião é estritamente proibida.

A Somália também adotou a shária como lei e assumiu o quarto lugar. Os cristãos são perseguidos pelo grupo extremista al-Shabaabe houve o relato de 11 assassinatos.
O arquipélago das Maldivas, que proíbe qualquer religião que não o islamismo e de onde dois estrangeiros cristãos foram deportados, ficou na quinta posição.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Por este povo que tanto amamos..

"Fala-se em cerca de 1.000 mortos [...] cidades inteiras destruídas [...] ondas de 4 metros de altura [...]

Tentem imaginar o que vivemos de sexta para sábado. Imaginem a situação de estar numa canoa em alto mar durante a madrugada, sem remo, sem bússola, sem luz, com um barulho enorme vindo das profundezas e tendo que ficar em pé. [...]

Afinal, sentimentos como incapacidade, impotência, desespero e pânico, frente a frente com a morte, tomavam as nossas mentes. Gritos por toda a parte; desespero nos prédios vizinhos, gente pelas ruas, sirenes de ambulâncias, bombeiros etc.[...]

Agora é tempo de reconstruir."

Pr. Armando, Catarina, David e Samuel de Oliveira

Leia na integra acessando: Missionários no Chile enviam notícias


quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Apenas 10 rúpias


Pr. Jônatas Caldeira
Missionário no Sul da África

O culto ainda não havia começado na pequena casa de dois cômodos, na qual mal cabia a própria família do obreiro da terra no Sul da Ásia. A sala, que à noite se transformava em quarto da família, não possuía sequer uma cadeira, apenas coloridas esteiras indianas que cobriam o piso, já gasto pelo uso.

O pequeno grupo começava a chegar para o culto. Todos os sapatos eram deixados do lado de fora da pequena casa. Ninguém se preocupava com eles, pois sabiam que, ao término, estariam no mesmo lugar. Por mais que a pequena casa estivesse cheia, tudo estava muito bom para os irmãos, pois sabiam o quanto era difícil para o nosso obreiro da terra encontrar um imóvel que abrigasse sua família e, conseqüentemente, os cultos com um pouco de dignidade.

Aquela noite era bem especial para ele e sua família, pois me receberia em sua casa para uma visita e para o culto. Ele avisou a todos, o que garantiu a lotação de sua casa, e até comprou garrafas de água mineral e biscoitos especiais!

As mulheres e crianças amontoavam-se em um canto da sala e sussurravam umas com as outras. Os homens, como sempre, conversavam bastante. Tão logo cheguei, usando minha roupa típica, a tradicional “curta”, todos sussurravam e diziam que parecia um deles. Que bom, pois sempre foi assim.

O culto logo começou. A precária iluminação não permitia que os olhares, cansados e carentes daqueles irmãos, pudessem ser vistos claramente. Curiosos, que passavam na rua, davam uma olhada, com certeza se perguntando qual seria o deus que estava sendo adorado. Infelizmente não pude pregar, o que chamaria muito a atenção dos vizinhos. Afinal, ouvir alguém falando em inglês e sendo traduzido para o hindi seria “entregar o ouro” muito facilmente. Tive “somente” a oportunidade de fazer a oração final, o que, para o contexto, já foi muito bom.

Ao final do culto, um rapaz novo convertido aproximou- se e disse: “Pastor, quero lhe dar uma oferta. Não é muito, “ mas quero que a aceite”. Sorri, dei-lhe um abraço e, meio constrangido, aceitei a preciosa oferta com o coração pesaroso, pois sabia quão pobres são aqueles irmãos.

Depois que saí da casa, tirei a nota do bolso e notei que era de 10 rúpias, ou seja, o equivalente a 50 centavos de real. Foi difícil controlar as lágrimas. Com certeza aquele rapaz não conhecia a história da viúva, pois era muito novo na fé, mas ele ofertou, cheio de alegria, o seu máximo, exatamente como ela. Senti-me minúsculo diante de Deus e apenas agradeci a Ele pelo que vivi.

Ainda tenho a preciosa nota, de “apenas” 10 rúpias, dada com amor. Coloquei-a em um quadro, que ficará entre as minhas, digamos, “coisinhas do coração”. Ao olhar para ela lembrarei que, um dia, coloquei as mãos no arado e ainda tenho muito a fazer...


Jornal de Missões - Novembro e Dezembro - 2008

ANO VI - nº30

domingo, 13 de janeiro de 2008

Igreja Perseguida

Não somos super-heróis...
Não somos deuses...
Não somos de aço...
Não somos de ouro...
Mas por que eles agüentam passar por tudo isso?
Por que nós fazemos um escândalo quando amassamos nosso carro, mas eles dizem "Deus seja Louvado" enquanto passam por essas provações?

AMOR!
Eles sentem amor por Cristo!
E nós? O que sentimos?
Apenas gratidão pelo favor Dele nos dar o perdão?
Apenas obrigação?

Ahrr...Como estamos longe da perfeição!
Como estamos longe de ter amor!
Nós pensamos que sabemos o que é o amor!
Mas nós apenas pegamos um sentimento pequeno e colocamos a palavra amor.

Amor é muito maior que um sentimento, é inexplicável.

Pelo amor essas pessoas foram perseguidas...
Pelo amor essas pessoas foram torturadas...
Pelo amor elas enfrentaram dificuldades...

Pelo amor nos somos salvos...
Pelo amor nos somos perdoados
Pelo amor Jesus morreu...

E aí?
Nós vamos à igreja por amor?
Nós contribuímos por amor?
Nós nos convertemos por amor?
NÓS AMAMOS?